Olá, Portugal — chamo-me Jenrike

Primeiro a música, depois o nome

Olá outra vez!

Hoje gostaria de falar um pouco sobre a forma como escolho o nome e a imagem de cada música.

No meu caso, não começo a compor a partir de uma paisagem, como o mar, uma noite ou uma viagem. Primeiro, faço a música. Só depois de o tema estar terminado é que o volto a ouvir com calma, penso num título e escolho uma imagem que combine com aquilo que o som me transmite.

É também nessa altura que nasce, por vezes, a pequena história que partilho aqui no blog: uma paisagem, uma sensação ou uma ideia que associo à música já concluída.

Mas essas palavras e imagens são apenas uma porta de entrada. Não pretendem explicar de forma definitiva aquilo que a música significa.

A partir daí, cada pessoa pode ouvi-la à sua maneira. Alguém pode imaginar uma paisagem próxima da imagem que escolhi, enquanto outra pessoa pode ver algo completamente diferente. A música pode despertar uma recordação antiga, provocar apenas uma sensação ou simplesmente acompanhar um momento de trabalho, descanso ou sono.

Talvez seja esse um dos aspetos interessantes da música sem letra. Como não existe uma história contada por palavras, fica sempre algum espaço para as experiências e emoções de quem ouve.

O título, a imagem e a história que apresento são o meu ponto de partida. Depois de partilhar a música, cada ouvinte pode encontrar nela o seu próprio caminho.

Obrigado por leres. Até à próxima conversa,

Jenrike

0